Algum dia você se perguntou o que aconteceria se lhe apresentassem um reluzente cavalo encilhado, pronto para lhe levar a uma vida sem tantas dificuldades financeiras? Ou lhe levar a concretizar seus sonhos de uma vida melhor? Passar por trilhas e mais trilhas por esse mundo maravilhoso que tem à sua frente?
Posso dizer que muitas vezes, nesse meu caminhar de auto-estima e auto-realização, vários cavalos me foram oferecidos, dourados à primeira vista. De raízes eslavas, sempre tive para mim que nada foi, é ou será fácil conquistar espaços. Os estudos desde o início permitiram-me viajar nos conteúdos de livros, poucos filmes na verdade, mas a mente transpunha paraísos vivenciados ou na ficção de notáveis autores. Se eram realidades não sei, sonhos e criatividade na certa, e meus passos, para o futuro, dependiam de minhas necessidades materiais de sobrevivência. E o sangue polonês quase 100% (analisamos recentemente o DNA histórico) instigava a dúvida em dar determinados passos.
Obras como Lusíadas, Quo Vadis, Dom Casmurro, Os Miseráveis, dentre outras tantas, permitiam-me ver exemplos de realizações, conflitos, decepções, vida e morte de muitos e mentalizar fatos que deveriam ou poderiam ocorrem comigo, com ousadias ou medos.
Pois fui muita coisa na vida como pessoa que descobriu a vocação de escrever, pensar, agir, fazer, promover e trabalhar na maioria das vezes com um comportamento, na empatia, que sempre me trouxe conquistas, nem sempre materiais, mas conseguindo, na minha profissão de jornalista, repeito de muitos. Talvez, pensando hoje, essa seria, ou é, minha maior riqueza.
Poderia mudar totalmente a minha vida e de minha família, se tivesse aceito cargos como assessor de imprensa da Prefeitura de Cascavel; não o fui por não querem minha segurança de trabalho na COPEL; não virei dono de 2.000 hectares de terras em Roraima, na década de 1980, por receio de mudar a formação de meus filhos e realização profissional de minha mulher Cristina, ao voltar em 1985 para Curitiba; não virei Chefe do Cerimonial do Governo do Estado por circunstâncias que não dependeram de mim, quando o então governador Alvaro Dias resolveu não se candidatar ao Senado, e o vice Ary Queiroz entrar no seu lugar por 9 meses;.
Ou seja, os cavalos surgiram muitas vezes e não os montei por querer ter mais segurança profissional e familiar, fazendo o que mais fiz na vida, escrever, pensar, ter liberdade e realçar, muito agradecido. o respeito conquistado na minha trajetória nesses setenta e cinco anos.
Se você teve, tem ou terá ofertas que se parecem com o descrito acima, use, se quiser, os pequenos, ou grandes, exemplos de minha maravilhosa e reconfortante vivência, sem medo…
