Rotary em Minha Vida – Agir com Empatia (11)

Perceber as coisas sempre é importante, mas trabalhar com os lemas Dar de Si Antes de Pensar em Si e Construa o Futuro com Ação e Visão foi fundamental para iniciar a gestão como Governador do Distrito 4730 de Rotary International. Recebi um Distrito extremamente motivado de um exemplar Governador, o colega de Copel Antonio Hallage, que mobilizou os clubes para o servir adequado. Sabia desde o princípio não ser uma tarefa fácil dar seguimento aos planos e programas implantados por ele, como o da preservação e proteção do Rio Iguaçu, tendo até sido aprovada na Assembleia Legislativa uma lei instituindo o Dia do Rio, 25 de novembro.

Outro programa desenvolvido por Hallage e sua equipe era definir as áreas de atuação dos clubes, cabendo um ou dois bairros das cidades para cada entidade. Quando um clube criava e executava um programa comunitário, ele devia abranger a sua área. Se fosse mais amplo, deveria compartilhar com o clube daqueles bairros atingidos. Funcionou assim por bom tempo, fazendo com que os líderes profissionais e de negócios conhecessem as suas comunidades, levantassem suas necessidades e procurassem soluções, em parceria com associações de moradores e mesmo poderes públicos municipais, estaduais ou federais.

Já tínhamos funcionando o Disque Rotary, para informar dias e locais de reuniões dos clubes, e a coluna Servir Rotário, no jornal Indústria & Comércio, com trabalhos de Mário Pilotto e Bernardo Bitencourt Netto, mas faltavam mais segmentos de comunicação no Distrito. Meu filho Cassiano interagia com o companheiro Newton Dan Faoro nos esquemas de informática, nos e-mails principalmente, e idealizamos colocar na nuvem um site. Para não dar a impressão de que isso seria uma coisa muito pessoal, só minha, na Governadoria, colocamos o site em fevereiro de 1996, ainda na gestão de Hallage. Foi um grande sucesso, permitindo que os clubes tivessem seus destaques e interagissem com suas comunidades.

Antes de assumir o Distrito, para elaborar um plano de ação para meu ano de gestão, com Cristina visitamos, um a um, os governadores do passado, querendo amealhar suas experiências e dificuldades e perguntando o que esperavam de nós para o futuro do Rotary. Conhecíamos, no ambiente rotário, todos eles e pudemos, nas visitas em suas residências, sentir os seus anseios e suas esperanças. Trabalhar pensando no coletivo era a intenção e sempre foi assim na minha profissão. Penso que os sucessos alcançados no decorrer do ano 1996-1997 muito tiveram da aplicação da empatia…

  1. Sergio Levy disse:

    Mais uma pérola do colar que não tem limites !

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