Rotary em Minha Vida (12) – Conhecendo lugares e pessoas

Iniciamos, Cristina e eu, as visitas oficiais aos clubes, uma das mais notáveis tarefas de um governador. A primeira, que me lembro de forma dolorida, foi no dia 9 de julho, no então recém-fundado Rotary Clube da Fazenda Rio Grande. Tinha ido à solenidade de entrega da carta constitutiva e desejava visitar de cara o novo clube até para dar um alento aos novos dirigentes e associados.

Já disse que meu hábito era todo mês emitir uma carta, assinada no original, a cada clube, contando das programações e das visitas oficiais. Chegamos no horário previsto no armazém do presidente e fomos recebidos pela espoosa dele. Perguntamos sobre o presidente e ela, sem sair do caixa, onde estava, disse que ele estava nos fundos, no escritório. Fomos até ali e nos apresentamos, perguntando se estava tudo bem, o programa da visita em ordem, ect., ao que ele, surpreso, disse nada saber. Quando lhe dissemos ter enviado cartas antes, ele abriu uma gaveta e nos mostrou umas quatro delas, fechadas, exclamando ´ah, são essas!´. Bem, ficamos com ele e esposa por um tempo até que ele chamasse associados disponíveis para um jantar. Demos o nosso recado, fizemos reuniões com presidente e secretário e participamos de um jantar onde havia mais filhos de associados do que associados. Achamos o clube família, que era uma das virtudes do novo clube.

O presidente desse clube envolveu-se em um acidente fatal em dezembro, tendo assumido o seu vice, que concluiu o mandato mas com o quadro social muito desmotivado. Na gestão do meu sucessor, Antonio Jairo Portoalegre, voltamos a nos reunir com alguns líderes remanescentes e o mesmo praticamente foi refundado, até hoje funcionando com muito sucesso.

Essas visitas oficiais trouxeram para nós orgulho e alegrias, mesmo com algumas passagens curiosas como a narrada. Foi a grande oportunidade de conhecer mais e melhor as pessoas que atendiam às comunidades e maravilhosos lugares onde atuavam.

Voltaremos.

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