Como será o normal do normal?

Tenho acompanhado desde março essa situação da pandemia, pois nem aprecio falar em novo Covid 19. Se é novo, ninguém ainda explicou como era o velho. Se alguém souber, me informe por gentileza.

Há muitas teorias conspiratórias, uma delas é de que os chineses resolveram, a partir de um laboratório seu, bagunçar o mundo e, nisso, assumir mais os vários campos econômicos com o poder de seu capital acumulado e sob as ordens do partidão chinês, o comunista. Como consequência, as ações das maiores empresas, estatais ou privadas, ficaram baixas e suas aquisições passaram a ser fáceis.

Espalhou-se em todos os quadrantes do mundo que seus efeitos seriam devastadores, a mídia passou a ser o seu maior instrumento para aterrorizar e colocar medo nos vis mortais. Conseguiu-se o que imaginavam e o que queriam. Laboratórios, cúmplices ou não à primeira vista desse pandemônio, descartaram de imediato os remédios mais baratos e à mão das populações dizendo que não seriam eficientes. E dá-lhe mídia e mais mídia para confinar as pessoas nos seus cantos.

As controversas explicações técnicas passaram a mexer com as políticas e aí a coisa melou, transformando o mundo numa verdadeira Torre de Babel, cada um achando ter razão e conhecimento e o vírus ou bactéria afetando milhares de pessoas. Uns dizendo que a vacina estava quase pronta, outros afirmando que levaria um bom tempo para tal e no meio disso o combalido povo, tonto de tantas informações ou decisões, pagando a conta.

Diante desse quadro do caos, criado e insistentemente mantido pela mídia, os bobos aqui tiveram que mudar seus hábitos. Os de acima dos sessenta passaram a ser os maiores alvos. Se já estavam meio confinados, foram mais aprisionados no seu dia-a-dia. Nada de receber visitas de seus filhos ou netos, nada de abraçá-los e beijá-los, pois o vírus poderia estar ali. Sair ao mercado, a alguma loja, buscar remédios ou comprar suas comidas, é o grande perigo. Os velhos deviam ou devem se recolher e esperar o seu fim…

Mas, os sistemas de abastecimento às necessidades não pararam: frentistas, balconistas, motoristas de transporte coletivo, pizzaiolos, entregadores de mercadorias, estes não teriam problemas, podiam circular à vontade e manter seus empregos. Restaurantes e lojas deveriam estar fechados ou, se abertos, podiam atender a menos de trinta por cento no seu espaço.

E dá-lhe a incansável mídia a assustar o pessoal! Pouco se fala nos afetados e curados, o importante é dizer que no Brasil em quatro meses houve 80 mil óbitos, numa população de 210 milhões!!! Uma cidade como Lages, com seus 150 mil habitantes, teve 15 mortes. Minha cidade, Araucária, com 140 mil habitantes, mandou a óbito 30 pessoas!

A pergunta maior que grassa não tem graça: até que ponto o antigo normal ficará normal depois dessa incompreensível e danosa pandemia?. Vai ser difícil colocar a palavra normal no novo normal, pois a maioria continuará se comportando de forma egoísta, querendo levar vantagem em tudo, ferindo a moral e a ética, cometendo crimes e solapando o dinheiro comum, sem se interessar se está vivendo em comum.

Penso, seriamente, que, em breve, quando essa pandemia acabar, ela tem que acabar!, estaremos garimpando nos escombros da irracionalidade consentida alguma coisa que nos console ou nos conforte. E não será, mesmo, normal.

  1. Sergio Levy disse:

    Tentando resumir numa só palavra – na verdade são dezenas que servem para expressar a leveza da matéria/artigo
    fruto da sagacidade e inteligência do autor, escolhi: FENOMENAL.
    “Et c’est finis”

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