Temos memória muito curta, infelizmente

São maravilhosas as pessoas que mexem com suas lembranças, embora muitas delas sejam consideradas inúteis e desnecessárias num mundo em que a rapidez das comunicações atropela o nosso dia-a-dia.

Parece que deixar esquecidas algumas experiências é um tempo perdido, pois cada dia as leituras e absorção dos seus conteúdos ficam à margem do nosso interesse real, da nossa necessidade e percepção.

Vivemos no interesse próprio, na individualidade e extremo egoismo. Achamos que sabemos tudo e isso nos basta. Esquecemos rapidamente em quem votamos, não sabemos, e nem queremos saber, quais foram os motivos reais porque mais de duzentos parlamentares estão arrolados em processos criminais, éticos, morais e na hora de votar repetimos nossos erros de designar nossos representantes executivos, legislativos, etc.

A mídia comprometida com recursos públicos e privados só divulga temas de seu próprio interesse, pouquíssimas vezes cumprindo com seu papel de informar com isenção. Dá mal estar assistir a noticiários em que 90 por cento falam de mortes, acidentes fatais ou quase isso, sem agir pelo social, pelo bem comum e pelo desenvolvimento da nossa nação.

Nosso país seria bem melhor se tivéssemos nossa memória atualizada e pronta para corrigir os desvios de comportamento de uma sociedade justa, coerente, evitando que sejamos um Brasil do lema de levar vantagem em tudo. Na certa, poucos se lembram de que esse slogan foi insistentemente veiculado na TV pelo campeão brasileiro de futebol Gerson, promovendo uma marca de cigarros…

Responda