Os e As da palavra final

Vocês devem conhecer e conviver com pessoas que sempre querem ter a palavra final em qualquer conversa. Conheço muitas delas e por vezes eu mesmo tento me corrigir para não as imitar. Há pessoas que não gostam de falar muito, só o necessário, são práticas e objetivas. E há aquelas que nem querem ouvir, ficando grudadas em aparelhos celulares, nas ruas, nos elevadores, nos passeios, em qualquer lugar. Quando não ficam falando durante as refeições, familiares ou não!.

Tudo bem, cada pessoa é uma pessoa e se comporta como sabe ou como quer. Diziam os antigos que ´em boca fechada não entra mosca´, ou que ouvir atentamente é um gesto de atenção, educação e elegância no relacionamento entre humanos.

Os livros de Dale Carnegie, principalmente o que se intitula ´Como Falar em Público e Conquistar Amigos´, provocam viagens interessantes naqueles que querem corrigir seus defeitos e buscar caminhos mais fáceis em busca de cidadania mais ampla, se é que se pode assim sugerir. Quando fizer seus treinamentos para aprender a falar em público ou conquistar mais amizades, fique atento para, no final, não exagerar, virando um papagaio falante e desconfortante. Há que se ter percepção das conquistas. 

Respeitar o próximo é parecido com o bíblico amar ao próximo. Poucos desses falantes inveterados percebem que seu limite de dizer coisas findou num colóquio informal ou formal. Alguns que se acham bons motivadores de público e de emoções gerais exageram e cansam a paciência esticando suas colocações. Muitos, na metade do que vão dizer, usam a palavra ´finalizando´e lascam mais quinze ou vinte minutos de verbos e substantivos. 

Respeitar o outro, ouvi-lo, seria uma regra óbvia para o bom viver. Quem estiver contra isso que me conteste.

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