Antes ainda de voltar a Curitiba, mas já com minha mudança depositada no novo apartamento à Rua Ulisses Vieira, na Vila Izabel, durante meu mandato de presidente, tive autorização da Copel para viajar a Cascavel, toda terça-feira, preparando-me para a transferência rotária. Numa delas, acho que em outubro ou novembro, eis que meu vice, Valdecir Tombini, estava tão ávido em assumir o clube que já tinha tomado ações e feito uma nova programação; quando soube disso, vislumbrei que meu tempo exauriu e pedi meu desligamento, perpetrado em 1 de janeiro de 1986. Essas ações foram idealizadas em duas ausências minhas. Sady Lazary e Edimar Ulzefer queriam fazer uma despedida oficial e solene, mas não tivemos oportunidade em vista das festivas natalinas. A saudade dos companheiros de Cascavel a gente sempre mata quando os encontrei e ainda encontro nas atividades e festivas de Rotary, em vários lugares.
Logo frequentando o RC Curitiba, o governador de então, Mário Pilotto, apadrinhou meu ingresso, no dia 20 de fevereiro. O presidente daquele ano era o companheiro Vasco Taborda Ribas. A nível distrital, ainda como relações públicas, busquei contatos na Telepar para implantar na área metropolitana o programa Disque Rotary, sobre o qual já discorri. Na gestão seguinte, de Aristides Athayde Cordeiro, recebi a tarefa de editar o boletim semanal, o que fiz durante quase vinte anos. Além de editar o Guia Anual, com a ajuda da secretária Rosy Chodur.
No ano da presidência do companheiro Dinarte José Giraldi, em 1988-1989, fui convidado e alçado ao cargo de secretário e fizemos um trabalho bastante interessante, com boa motivação e preservando o quadro social que era superior a 100 membros. Na realidade, uma reunião semanal no clube parecia uma convenção de profissionais exemplares, servindo à comunidade. Boa informação rotária, um protocolo impecável fazendo com entusiasmo a recepção dos convidados e recuperantes, sempre em número elevado, respeitando-se os ditames da organização em respeitar as crenças de cada um, posições políticas ou ideológicas, raças e condições sociais. Dinarte me indagou como proceder com a tal da oração rotária que, pelo seu conteúdo muitas vezes religioso, incomodava quatro dos sócios que eram ateus. Com experiência de Cascavel, propus que seria um tempo de reflexão, por achar que mesmo os ateus devem refletir. Durante um minuto, em silêncio, estabelecemos o momento de reflexão. Funcionou como uma luva.
Foi nessa época em que se discutia o ingresso de mulheres com atividades profissionais exemplares em Rotary. No nosso clube, havia certa resistência de ingresso delas, com três ou quatro membros colocando seus votos contrários quando foram apresentadas a empresária Marina Taniguchi e a médica Rosa Maria Chiamulera. Eram os anos de 1988-1989 e 1989-1890, sendo governadores Saul Brofmann e Lourival (Elói) Berti.
Essa época foi memorável para Rotary International em nosso Distrito. Vamos prosseguir em próximos artigos.
