Vou entrar hoje num tema de introversão que, acho, afeta o mundo desde a sua descoberta, e nem sei quem foi o responsável: a falta de paciência na vida que dizem ser em sociedade.
Nem soube, até um certo tempo, do porque entrei numa profissão de relações humanas, o jornalismo, a comunicação. Até uma certa época, achava que o mundo era bom, as pessoas eram justas, compreensivas e entendiam como se vive em sociedade. Quantas pendengas me envolvi no decorrer dos tempos sem compreender os reais motivos!
Tudo bem que, para se viver em sociedade, em comum, haveria de se ter algumas regras. Natural, isso. Construir relacionamentos, aqueles em que você se veja respeitado, respeitando o próximo, seria um plano ideal, um modo de você buscar a felicidade. Aliás, entender o que é isso, ser feliz e ofertar felicidade, é uma escada que deveria sempre ir para cima, para o topo. Mesmo que, ao sentir que conseguiu ser feliz, tenha passado por poucas ou muitas posições a escalar a dita.
às vezes, um dos degraus ficou faltando e você continuou subindo, pulando-o, na certa se esquecendo que aquele faltante poderia ser algo ou alguém que foi ignorado. E você foi em frente. Ao atingir o topo, que poderia ser apenas na sua imaginação, você olha para baixo, ou para trás, e sente que no seu caminhar, ou subida, deixou um sinal, um rastro, que com muita consciência e percepção pode ou deve ser resgatado.
Assim é o relacionamento humano e entendo agora, já numa fase vetusta de idade, que devo tentar desenrolar alguns fios que não foram devidamente amarrados.
Diante disso, tenho que dizer que os maiores problemas nas caminhadas da vida estão exatamente nos detalhes da construção dos relacionamentos. Não se pode deixar de lado a emoção, ou as emoções, responsáveis do seu sucesso ou do seu eventual fracasso., Em todos os momentos de sua vida, trabalhar com emoção, tanto nas suas atividades, no convívio geral, dos amigos, dos familiares, torna-se uma regra cujo resultado buscará seu grau de alegria, tristeza ou aquele sintoma de felicidade.
Tenho para mim que o passado vivido deve ser uma referência para que você atinja o topo do que sonhou, acumulando os dissabores ingratos que devem ser enterrados profundamente. As coisas boas devem sempre levar ao ponto de estar e ser realizado, de cuidar de sua auto-estima sem provocar comichões no próximo. Ser e estar de bem com a vida deveria ser a regra única do seu caminhar.
Este texto é dirigido exclusivamente para mim, entre minhas árvores, meus jardins, minhas flores, meus amados familiares e meus espaços que espero não se esvaiam. Um viva especial a este eventual pensante nos dias que me restam!
