Há coisas na dita modernidade, aliás, uma palavra pouco usada nos dias atuais, que deixam a gente preocupada: a principal é o uso das redes sociais como se fosse fácil, que se pode escrever, bem ou mal, e não haja consequências ou responsabilidades. Engano de quem diz e escreve o que pensa. Tudo que se diz e se grava, ou se pensa e escreve, não tem jeito, já foi, é como a água do rio, vai para baixo e não sobe mais.
Antes não havia isso, as primeiras comunicações eram esculpidas em pedras, em rochas, para que a posteridade tivesse alguma lembrança do autor ou daquela comunidade que ocupava cavernas. Os pombos correios foram também importantes quando se queria manter troca de informações entre pessoas. Claro, para se comunicar as pessoas criaram sinais, letras ou até tipos de barulhos para estabelecer uma ligação.
Não pretendo levantar tuto que surgiu para que as pessoas se conheçam, se liguem e convivam. Podia falar sobre os sinais por rádio, por telefone, teletipos (sabem o que é, né) e pelos impressos. O que desejo é salientar os perigos da comunicação a granel, as que acontecem sem alguma utilidade, apenas preenchendo os espaços e pouco acrescentando.
Chegamos na atualidade em se usar com facilidade as redes sociais que se multiplicam assustadoramente com usuários trocando ideias, teclando mensagens de convivência, algumas importantes, outras nem tanto. Mas não tiram os olhos da telinha. Agoniante ver que crianças sem ainda serem alfabetizadas, usam e abusam do instrumento, sem que os pais ou responsáveis saibam das suas consequências na sua educação, na sua formação
Através dessas redes, nem os tradicionais veículos da modernidade, como TVs e rádios (hoje usando meios sofisticados nas suas frequências) conseguem suplantar a velocidade dos acontecimentos. Tudo é instantâneo, na hora, online, ao vivo. Poucos vão assistir dados do que aconteceu depois, só conferir se era verdade ou fakes.
Eleições foram e são ganhas pelas redes sociais sem que os veículos conhecidos mudem os rumos da coisa. E aí o bicho pega, com adversários dos ganhadores, em seus postos altos, médios ou baixos querendo estancar a força que esse meio de comunicação impõe. Chegam a censurar mensagens chamando-as de fakes, de falsidades, etc e tal, proibindo contas, ameaçando prender os ´mensageiros´. Querem que os raciocínios das pessoas sejam iguais às dos que estão nos poderes.
Não interessa se nas constituições haja leis que estabelecem liberdade de expressão, imprensa livre, direitos dos cidadãos, etc. Se atingir aquele ou aqueles sujeitos que a população colocou no poder, de forma direta e na maioria das vezes indiretas, tenha cuidado, o bicho vai pegar e o responsabilizar por meio de editais, decisões esdrúxulas, censuras mil e até com prisão.
O mundo que vivemos, que se declara moderno, usa os mesmos meios dos antigos reis, imperadores e chefes de tribos. Sim, com a força dos meios que passamos a usar, nas redes sociais, corremos, como antigamente, a deixar que o bicho nos pegue e nos tente aniquilar.Temos que brigar com esse bicho.
