Rotary em Minha Vida – Quando e Como Virar Governador (10)

Já revelei aqui que fui presidente uma vez e meia, primeiro em Cascavel e depois em Curitiba. Já disse também que nunca, em momento algum, almejei ser candidato a algum cargo, por entender que as oportunidades surgem muitas vezes ao acaso, por confiança conquistada junto às pessoas ou por mera amabilidade de gente que nos cerca.

Só o fato de ter sido presidente já foi uma honra, por ter a chance de exercitar a liderança num meio em que prolifera amizade, bondade, companheirismo. E ser líder de líderes, descompromissados de gestos egoístas e grupais, foi e sempre será a oportunidade de melhorar o nosso conhecimento, a nossa percepção, a auto-estima e, por que não dizer, nosso amor ao próximo. Vocês podem me dizer se isso tudo estaria errado…

Nunca pensei em virar governador de um Distrito de Rotary International, ainda mais no 4730, composto de extraordinárias pessoas que cumpriram com seu papel de administradores dos assuntos rotários e comunitários durante um ano. Claro, a gente é alçada a essa função quase dois anos antes para seu treinamento, captando experiências vividas, avaliando os programas de sucessos dos ex-governadores e buscando em cada clube, em cada um dos seus líderes, aquela chama do servir, o Dar de Si Antes de Pensar em Si, que é o lema permanente da organização internacional.

O processo eleitoral ocorreu na gestão 1994-1995 de um grande amigo, um irmão de verdade, o governador Fernando de Camargo Pedrosa Caldas, do Rotary Club de Paranaguá Rocio, durante a qual exercia o cargo de coordenador de eventos. No primeiro semestre o meu clube, RC Curitiba, indicou-me candidato a governador, tendo como concorrente o indicado pelo RC Curitiba Mercês, o querido companheiro Rubens Ehlke Braga. A comissão encarregada de definir o eleito passou várias reuniões sem escolher o vencedor. Sempre dava empate, segundo me revelou o meu padrinho no clube, Mário Pilotto. Em março de 1995, fomos para a eleição por cédulas, junto aos clubes, tendo resultado minha escolha. O governador Fernando Caldas pediu aos clubes envolvidos no processo que não houvesse contestação, permitindo assim que o eleito tivesse tempo para seus treinamentos adequados.

Poucas vezes aconteceu isso no Distrito, mas o processo sempre foi democrático e eis que a partir dali comecei minha preparação para assumir a gestão 1996-1997. Viagens às dezenas para isso. A primeira foi para Atibaia, no Instituto Rotário, com seminário de troca de experiências e preparo de plano de atividades. Conheci ali meus companheiros brasileiros, num total de mais 35 governadores eleitos. A surpresa agradável foi que, dos quatro Distritos do Paraná, dois governadores deles eram Valdir Pagnoncelli, do Distrito 4640, do RC Dois Vizinhos, do Sudoeste, e Mauro Onivaldo Ticianelli, do Distrito 4710, do RC Londrina, do Norte. Valdir era e ainda é meu amigo de comunicação, desde os tempos em que viajava pela Copel no Sudoeste. E Mauro foi meu professor e mestre no jornalismo, com quem comecei a carreira e mantive muitos êxitos profissionais graças à sua maestria de mostrar os caminhos.

Vamos continuar esta viagem de emoções e percepções do servir em próximas lembranças.

  1. Fernando Caldas disse:

    Você esqueceu de dizer que houve meu pedido, aceito pelos dois candidatos, para que não houvesse, independentemente do resultado, contestações.

  2. Sergio Levy disse:

    Uma história de vida rotária prenhe de sucesso !

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