As Percepções da Vida

Penso que vivemos hoje um tempo de puras obviedades. Poderia definir que isso deve ter surgido da chamada cultura popular, ou das observações acumuladas ou adquiridas no dia-a-dia. Você nasce, cresce e lhe ensinam andar com os próprios pés, mente atualizada e perceptiva. Induzem-nos a saber das coisas, ter algo com o que se ocupar.

Quero caminhar nessa linha de raciocínio. Preencher o seu tempo com escola, aprender a respeitar a si, aos familiares e aos demais próximos ou aos mais distantes. Você vai crescendo, vai juntando as pequenas e as maiores peças da vida. Eis um ponto a trabalhar. As peças que vai apanhando no seu caminhar por vezes são tão enormes ou tão pequenas que o tornam cidadão do mundo.

E aí vem a carga pesada da sua vida. Primeiro, foi preparado para agir em seu benefício, ter um trabalho, ter uma especialização, ter ingresso numa profissão para fazer alguma coisa em seu benefício primeiro, depois aos que o cercam. Se isso for feito conforme a sua vontade e a sua vocação, beleza, você está no caminho adequado e certo. Você está pronto para justificar a sua existência no mundo.

Embarco na vida, entretanto, saindo da caverna mental, muitas vezes sombria, assustada, sofrida e emaranhada, com tesouros aparentemente sem valores mas definidos como garantidores para sua auto-realização: seu conhecimento, sua percepção, sua experiência, seus sonhos, suas paixões e seus amores. E um monte de planos e metas que somente seu estado de espírito o instigam a viver, seja pouco, médio ou muito.

Não imaginem, caros amigo e amiga que me dão a honra da leitura, até aqui, terem conquistado no seu caminhar um milhão de amigos, pois nem os astros ou os maiores cientistas chegaram a isso. Podem ter, sim, mais de um milhão de conhecidos pelo que fazem ou fizeram. A gente está nesse quadro: de onde viemos, por onde andamos, fizemos ou ainda agimos, continuamos nos auto-beneficiando, espalhando emoções boas, dando nosso exemplo, de graça, sem custos ou preços. Mesmo que muitas vezes imitemos o atleta que ultrapassa barreiras, com alguns tropeços, algumas machucaduras nos pés ou no corpo. Nossa mente, que há tempos saiu daquela caverna de aprendizado, obriga a que prossigamos.

Temos, sim, que explorar a cada segundo a maior riqueza que Deus nos deu: a nossa permanente e infinita percepção. As coisas ficam melhor alinhadas no seu sentir, seu respirar e sua realização. Aliás, a felicidade nunca teve uma completa definição, mesmo com os poetas e pensadores batalhando para isso.

Se conseguirmos perceber, temos o mundo aos nossos pés, não importa o seu tamanho.

  1. Sergio Levy disse:

    O Amigo Surek, autor desse artigo perguntou e eu tenho uma resposta pessoal que fui aprendendo a partir que assumi como lema o Dar de Si Antes de Pensar em Si… é o conceito que tenho sobre a Felicidade:
    “A Verdadeira Felicidade é se Sentir Útil”.
    Sentir-se útil no seu trabalho, na sua Igreja, na Família e mesmo às pessoas que não conhece e elas também jamais saberão que as ajudou.
    Programar-se para realizar uma boa ação a cada dia – qual um escoteiro – lhe fará feliz e contribuirá para quando chegar o momento de prestar contas ao Senhor, o recepcionista lhe dirá: “Entre, Seja Bem Vindo e fique à vontade !

    • Miecislau Surek disse:

      Perfeitas ponderações e definições, meu caríssimo Sérgio, pois desde que nascemos nos incentivaram a sermos felizes. Através de vários caminhos fomos buscando a tal da felicidade. Cargas religiosas aos montes, costumes caseiros, gestos de bondade de quem tem cartilhas assimiladas, mas temos que continuar desafiando nossa sensibilidade e nossa percepção. Obrigado por você continuar sendo meu mentor.

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